Anunciação
Toda vez que partimos para a
escolha das músicas do casamento, começo a me engasgar. O Érico já parece
resignado com o fato de possivelmente chorar litros durante a cerimônia. Mas
eu? Ahh... eu... eu ainda não me acostumei muito bem com essa coisa chamada
"choro livre".
ABRE PARÊNTESES
No dia em que ficamos juntos pela primeira vez, estávamos eu, ele e mais alguns amigos em uma rodinha de conversa. Mais tarde, ele brincaria comigo dizendo que eu parecia uma baronesa alemã, dentro de um castelinho. É que apesar de estar gostando do papo, eu mantinha uma distância prudente e meio aristocrática dos demais viventes.
As notas e acordes dos nossos encontros tocaram uma parte de mim que até então estava escondida a pelo menos umas cinco chaves - a parte que se permite sentir mais e pensar menos, a parte que está disposta a correr riscos e de fato viver. E foi assim que eu me apaixonei head over feat por ele, menino do rio, calor que provoca arrepio. Baby Consuelo realmente sabia das coisas.
FECHA PARÊNTESES
Ana
ABRE PARÊNTESES
No dia em que ficamos juntos pela primeira vez, estávamos eu, ele e mais alguns amigos em uma rodinha de conversa. Mais tarde, ele brincaria comigo dizendo que eu parecia uma baronesa alemã, dentro de um castelinho. É que apesar de estar gostando do papo, eu mantinha uma distância prudente e meio aristocrática dos demais viventes.
Começamos a namorar, e com o namoro vieram as mais diversas trilhas sonoras. Varamos noites ao som de Los Hermanos, Patu Fu, Engenheiros do Hawaii e Oasis. E entre idas e vindas, términos e recomeços, novos personagens musicais se somaram à nossa história. The Cranberries, The Killers and The Rodrigo Amarante foram alguns deles. Comigo ele conheceu MPB, com ele conheci Indie RocK. E por aí vai.
Eu lembro até hoje da sensação de encantamento que tudo aquilo me proporcionava. Era como se uma névoa de magia estivesse encobrindo o meu pequeno reino sisudo alemão. A sensibilidade dele, e as escolhas musicais que a seguiam, fizeram as muralhas do meu castelinho ruirem feito torre de cartas.
Eu lembro até hoje da sensação de encantamento que tudo aquilo me proporcionava. Era como se uma névoa de magia estivesse encobrindo o meu pequeno reino sisudo alemão. A sensibilidade dele, e as escolhas musicais que a seguiam, fizeram as muralhas do meu castelinho ruirem feito torre de cartas.
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| As brumas do castelo da baronesa |
As notas e acordes dos nossos encontros tocaram uma parte de mim que até então estava escondida a pelo menos umas cinco chaves - a parte que se permite sentir mais e pensar menos, a parte que está disposta a correr riscos e de fato viver. E foi assim que eu me apaixonei head over feat por ele, menino do rio, calor que provoca arrepio. Baby Consuelo realmente sabia das coisas.
FECHA PARÊNTESES
Nesse mundo tão desconhecido para mim - o de me conectar com os meus próprios sentimentos - a música acabou se tornando linguagem. Através dela, comunicar para o exterior o que se sente lá dentro se torna bem mais fácil.
Mas e o que tudo isso tem a ver com as músicas da cerimônia?
Eu diria que tudo. Para mim (e acredito que para o Érico também), o casamento é menos sobre a troca de status e oficialização da nossa união, que já é bem oficial, e mais sobre celebrar tudo o que conquistamos juntos ao lado de gente muito, mas muito querida por nós dois. É um momento para olharmos para trás, lembrarmos de tudo o que foi, com o objetivo de estarmos ainda mais fortes e unidos para seguir adiante.
Nesse contexto, a música sintetiza muito do que vivemos, e consequentemente mexe com cada terminação nervosa e cada fio de cabelo presente no corpo. Escolher música para entrar, para sair, para beijar, para sorrir é reviver muita coisa. É conectar o de dentro com o de fora; é em última instância falar de outra forma. É expressar tudo que ele significa para mim, e vice-versa. É anunciação. 💓
Mas e o que tudo isso tem a ver com as músicas da cerimônia?
Eu diria que tudo. Para mim (e acredito que para o Érico também), o casamento é menos sobre a troca de status e oficialização da nossa união, que já é bem oficial, e mais sobre celebrar tudo o que conquistamos juntos ao lado de gente muito, mas muito querida por nós dois. É um momento para olharmos para trás, lembrarmos de tudo o que foi, com o objetivo de estarmos ainda mais fortes e unidos para seguir adiante.
Nesse contexto, a música sintetiza muito do que vivemos, e consequentemente mexe com cada terminação nervosa e cada fio de cabelo presente no corpo. Escolher música para entrar, para sair, para beijar, para sorrir é reviver muita coisa. É conectar o de dentro com o de fora; é em última instância falar de outra forma. É expressar tudo que ele significa para mim, e vice-versa. É anunciação. 💓
Ana


Comentários
Tem uma profecia de Apolo (deus da Música, Poesia, Medicina e das Artes) que diz que os casamentos duram enquanto durarem os blogs. Continuem, então, para sempre com Anunciações, Meninos do Rio, Head Over Feet. E que as brumas sejam só palavras para as poesias que as emoções e os sentimentos da vida a dois vão escrever.