Missão Save your Chuchu: A Origem

Nos conhecemos em uma memorável seleção de staff do UFRGSMUN, no final de dezembro de 2005. Ele, Diretor do Conselho de Segurança. Eu, candidata a Assistente Acadêmica. Durante a entrevista, o interesse se tornou aparente.

A partir dali se seguiram longas, imaginosas e divertidas conversas no MSN. Entre dicas de música, pedidos desesperados de socorro virtual e desenvolvimento a quatro mãos de uma história sobre uma Unabomber (no caso eu) e um marciano (no caso o Érico), fomos mergulhando cada vez mais no mundo do realismo fantástico, até o inevitável dia do Big Bang. 

Érico dando uma de Picasso no Paintbrush

31 de janeiro de 2006 marca a explosão inicial do nosso relacionamento, o start de um cosmos excêntrico e para sempre em expansão. Este foi o dia em que uma alma ariana se encontrou com outra sagitariana, em um lugar chamado Casa de Praia, em plena Cidade Baixa de Porto Alegre. Um relacionamento que começou ao som de forró, pisando (literalmente) em areia, e tendo uma prancha de surf pendurada no teto como nossa testemunha, não poderia ser standard. A singularidade destes onze anos foi selada desde o primeiro beijo.

Os pulinhos saltitantes pela Rua da República que se seguiram eram apenas um prenúncio da criatividade que estava por vir. Durante os doze meses de Namoro I, foram nada mais, nada menos, que 209 páginas de e-mails trocados. Sim, caro leitor. Éramos pombinhos apaixonados e entusiastas da escrita criativa, por assim se dizer.

Além de e-mails, compartilhamos baby faces, agruras relacionadas à faculdade e aos estágios, ansiedade (muita ansiedade) e, pelo que lembro, a nossa primeira viagem: uma ida ao Rio durante o Ano Novo de 2006/2007, sob votos de protesto dos meus pais, preocupados com os ônibus que estavam sendo queimados por toda parte na Cidade Maravilhosa. Tivemos que fazer promessas de todos os tipos e sabores para conseguir minha liberação, mas no final deu tudo certo. 

Voltamos para casa sãs, salvos, e com as nossas mochilas permanentemente cheirando à cupuaçu, depois de uma tentativa frustrada de importação da polpa do fruto para os pampas. Veja bem, caro leitor. As vezes, somos criativos e geniais. Outras vezes, temos apenas ideias desastrosas e de jerico.

Dois franguinhos apaixonados foram avistados no Morro da Urca e no falecido bar Nega Frida

Quando terminamos pela primeira vez, tive um ataque de fúria (mais tarde descobriria o motivo certeiro: a lua em Áries), devolvendo rispidamente o Revolução dos Bichos abruptamente arrancado das mãos da Nati, assim como o ingresso-presente para um show do Chico (ó céus, que burra, senhor. Quem devolve um presente desses nos dias de hoje?!??). Fiquei sem comer por semanas, chorei por meses. 

Para dar fim naquele martírio, decidi deletar da minha conta do Hotmail a pasta “Érico”, com todo o conteúdo ali armazenado. Mas como me desfazer de tantas pérolas? E se me arrependesse depois? Foi assim que o arquivo “menino do rio”, com suas mais de 200 páginas, foi criado. E rapidamente escondido nos recônditos mais secretos das minhas pastas de computador. Já diziam os sábios, “o que os olhos não veem, o coração não sente”.

Nove meses depois, a pasta ressurgiria das trevas. Prótons e elétrons estavam prontos para dar continuidade à expansão do nosso universo. 

Ana

Comentários

Natália Ebeling disse…
finally!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Natália Ebeling disse…
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